IA no MesaPrev: fontes, limites e revisão antes da resposta
Como o PromptOS, a camada que organiza a IA no MesaPrev, define dados permitidos, fontes, lacunas, conflitos, limites de saída e revisão humana.
- Pergunta de trabalho
- O que muda quando uma ferramenta de IA no MesaPrev declara dados permitidos, fontes, conflitos, limites e revisão em vez de receber uma instrução solta?
- Você sai com
- Uma ficha da ferramenta e um roteiro de teste para verificar limites, fontes, incerteza e bloqueio de conclusões no ambiente fictício.

Uma instrução copiada para uma caixa de texto não informa quais dados podem entrar, que fontes devem sustentar a resposta, como tratar conflito nem quais saídas são proibidas. O PromptOS do MesaPrev transforma cada ferramenta em uma ficha verificável. No catálogo público atual, as ferramentas operam somente sobre casos fictícios e devolvem estrutura, fontes, lacunas e próximos passos de revisão — não conclusões sobre um caso.
Resposta curta
Cada ferramenta deve declarar objetivo, entradas aceitas, política de fontes, manejo de incerteza, formato de resposta, limites e revisão humana. O resultado precisa separar observação, ausência, divergência e item pendente. Uma resposta fluente sem proveniência não passa pelo mesmo critério.
As recomendações da OAB para IA generativa destacam confidencialidade, supervisão e responsabilidade profissional. A Resolução 615 do CNJ estabelece diretrizes de desenvolvimento, governança e uso responsável de IA no Judiciário. São contextos distintos, mas ambos tornam inadequada a ideia de que “o modelo respondeu” encerra a revisão.
Anatomia de uma ferramenta governada
| Campo | Pergunta operacional | Falha que evita |
|---|---|---|
| finalidade | qual tarefa estreita ela executa? | assistente genérico sem limite |
| entrada | que dado e classificação são permitidos? | exposição indevida |
| fonte | o que deve acompanhar uma afirmação? | texto sem proveniência |
| conflito | como preservar versões incompatíveis? | certeza inventada |
| saída | qual formato pode ser conferido? | resposta impossível de integrar |
| revisão | qual pessoa decide o próximo estado? | automação autoaprovada |
O contrato não garante comportamento perfeito. Ele cria pontos observáveis para teste, bloqueio e correção.
Ficha de uma ferramenta de IA
| Campo | Regra do exemplo fictício |
|---|---|
| tarefa | mapear fontes em documentos de demonstração |
| dados permitidos | apenas materiais públicos e fictícios |
| dados proibidos | dados pessoais, segredo profissional e credenciais |
| afirmações | precisam indicar a fonte |
| conflito | preservar as duas versões e pedir revisão |
| ausência | marcar a lacuna, sem completar por suposição |
| respostas proibidas | direito ao benefício, valor, estratégia ou petição |
| decisão final | pessoa revisora identificada |
Essa ficha serve como ponto de partida para teste e documentação. Ela não é uma política pronta para uso profissional.
Passe adversarial
Uma ferramenta precisa ser testada também quando a entrada tenta desviá-la. Use fixtures com fonte ausente, duas fontes conflitantes, instrução embutida no documento, campo parecido com dado pessoal e pedido explícito de conclusão. O resultado esperado não é eloquência: é recusa ou estruturação segura.
- Pedido fora da finalidade é recusado.
- Conteúdo do documento não altera a política da ferramenta.
- Afirmação sem fonte aparece como lacuna.
- Fontes conflitantes permanecem visíveis.
- Campo sensível sintético aciona o controle esperado.
- Saída proibida não é gerada nem insinuada.
- Nenhuma ferramenta aprova o próprio resultado.
O limite do catálogo público
O modo público de demonstração mostra a forma de trabalhar. Ele impede estruturalmente elegibilidade, valores, memória de cálculo aplicada, estratégia, minuta e recomendação. Um aviso no rodapé não seria suficiente se essas saídas continuassem presentes. A demonstração também não envia dados reais a modelos ou sistemas externos.
A LGPD continua relevante para finalidade, necessidade, transparência, segurança e responsabilização. Escrever uma política só tem valor se o sistema em funcionamento, os acessos e os registros realmente a aplicarem.
Métricas que revelam governança
Observe a taxa de afirmações com fonte, lacunas preservadas, conflitos corretamente escalados, tentativas fora de escopo bloqueadas, respostas que fogem do formato esperado e revisões humanas que mudam o resultado. Latência e volume sozinhos favorecem automação rápida, mas não mostram se ela é segura ou útil.
O PromptOS pretende tornar a ferramenta menor e mais examinável. Para produção, ainda seriam necessários avaliação por risco, segurança, base e finalidade do tratamento, fornecedores, retenção, resposta a incidentes e autorização institucional. O catálogo público não antecipa esses aprovações.
Quando uma ferramenta deve voltar à bancada
As regras da ferramenta precisam de versão porque comportamento, modelo, fonte e formato podem mudar. Uma taxa maior de conflitos apagados, uma fonte oficial que deixou de vigorar, uma saída fora do formato ou uma mudança do fornecedor são motivos para suspender e reavaliar. O mesmo vale quando pessoas revisoras começam a aceitar por hábito uma estrutura que já não ajuda no trabalho.
Registre o conjunto de casos fictícios usado, o resultado esperado em cada teste e a versão efetivamente avaliada. Reexecutar somente exemplos fáceis cria regressão invisível. Um catálogo governado mantém casos normais, limites e entradas adversariais como parte permanente do aceite; promover uma nova versão exige observar todos eles novamente.
Fontes oficiais
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