Teste a passagem do caso sem conversa paralela
Valide se outra pessoa autorizada consegue explicar o estado, localizar a evidência e executar a próxima ação sem depender de mensagem privada.
Passar um caso não é enviar “está tudo na pasta”. É transferir capacidade de continuar o trabalho com o mesmo entendimento dos limites.
O teste
Entregue o cenário fictício a uma pessoa que não participou da montagem. Sem conversa paralela, peça que responda: qual é o objetivo, em que estado está, qual evidência sustenta esse estado, o que falta, quem decide e qual é a próxima ação?
Cronometre apenas para criar uma linha de base, não para pressionar. Registre perguntas, buscas e interpretações divergentes. Cada uma revela contexto que ainda vive fora do caso.
Use um roteiro curto
| Pergunta de quem recebe | Onde a resposta deve estar |
|---|---|
| o que precisamos decidir? | folha de abertura e escopo |
| qual é o estado atual? | estado e evidência correspondente |
| o que permanece incerto? | divergências, premissas e faltantes |
| o que faço agora? | próxima ação, responsável e bloqueio |
| quem aprova? | papel e passagem de estado definidos |
Não transforme a passagem em um novo resumo que concorre com o dossiê. O roteiro deve apontar para a fonte única de cada resposta e registrar a versão entregue.
Feche o ciclo
Atualize o mapa ou o registro e repita o teste. O resultado esperado não é silêncio absoluto, mas perguntas sobre decisão — não sobre onde encontrar a história.
Classifique os atritos observados: informação ausente, nome ambíguo, acesso negado indevidamente, duplicidade ou decisão sem responsável. Corrija a estrutura correspondente em vez de acrescentar mais uma mensagem explicativa.
Entrega da aula
Um roteiro de passagem, os atritos observados e uma mudança concreta no processo.
Fontes oficiais
- Código de Ética e Disciplina da OAB
- Estatuto da Advocacia — Lei nº 8.906/1994
- LGPD — Lei nº 13.709/2018
A passagem do caso deve respeitar sigilo, acesso autorizado e responsabilidade profissional.
Aula não concluída